Cada passo é mais longo,
Eu grito, não me permito sussurrar,
E cada erro eu afronto.
Eu tenho andado muito,
Reparado nas pessoas,
Cada gesto nobre eu cuido.
Como é bom poder respirar!
Ouvir música alta,
Fugir daquele sono que vem assaltar,
Ou perceber que nada me falta!
Ignorância a minha não sentir isso antes,
Imaturidade me aborrecer com tão pouco,
Perder tantas e tantas chances.
Adoro perder tempo comigo,
Perder tempo com o mar,
Sorrir e chorar com um amigo,
Dizer mil frases sem precisar falar.
Às vezes minha vida anda a mil,
E é nessa hora que eu me acalmo,
E lembro de como tudo em mim é sutil.
Suélen

o barulho do nascer do sol
ResponderExcluira dança dos ventos
os rodopios das aves
as corridas das lesmas
tudo isso aconteceu...
porque adiantei o relógio
e agora? quebro-o? tiro as pilhas? ou
assisto o fim dessa epopéia cronológica?
esperar e olhar
o horizonte
linha imutável
das coisas mutáveis
dia ou noite
vou esperar uma nova sorte!