quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sutil

Quem será capaz de me parar?
Cada passo é mais longo,
Eu grito, não me permito sussurrar,
E cada erro eu afronto.

Eu tenho andado muito,
Reparado nas pessoas,
Cada gesto nobre eu cuido.

Como é bom poder respirar!
Ouvir música alta,
Fugir daquele sono que vem assaltar,
Ou perceber que nada me falta!

Ignorância a minha não sentir isso antes,
Imaturidade me aborrecer com tão pouco,
Perder tantas e tantas chances.

Adoro perder tempo comigo,
Perder tempo com o mar,
Sorrir e chorar com um amigo,
Dizer mil frases sem precisar falar.

Às vezes minha vida anda a mil,
E é nessa hora que eu me acalmo,
E lembro de como tudo em mim é sutil.

Suélen

Um comentário:

  1. o barulho do nascer do sol
    a dança dos ventos
    os rodopios das aves
    as corridas das lesmas

    tudo isso aconteceu...
    porque adiantei o relógio
    e agora? quebro-o? tiro as pilhas? ou
    assisto o fim dessa epopéia cronológica?

    esperar e olhar
    o horizonte
    linha imutável
    das coisas mutáveis
    dia ou noite
    vou esperar uma nova sorte!

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