domingo, 11 de setembro de 2011

Humano

Se achava resistente como touro,
Esquecendo q era humano,
Brilhava como ouro
Mas coração de pano.

Ele sabia q era forte,
Que podia andar sem parar,
Não acreditava em sorte,
Apenas chegava onde queria estar.

Mas um dia chorou,
Sim, ele chorou como criança,
Um grito alto soltou,
Dizia não ter mais confiança.

O que poderíamos fazer agora?
Impossível segurar um touro nos braços,
Um touro que só quer ir embora,
Alguém q perdeu seus passos.

Mas que criança indefesa eu encontro!
Soluços intermináveis ecoam no vento.
Um dia ele tinha tudo pronto,
Agora ele morre de um jeito lento.

Joelhos sobre o chão,
Silêncio irritante,
Perdido na multidão,
Angúsita incessante.

Deixo-o ir em paz,
Para algum lugar distante ele corre,
Para ele o universo se desfaz,
Ele não fala, não ouve, não chora mais, apenas morre.

Suélen

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